Eleições 2026: apenas quatro dos 18 candidatos que deixaram cargos públicos conseguiram se eleger no ES

Levantamento revela que a maioria dos integrantes da administração pública que apostaram nas urnas não conquistou mandato; resultado evidencia os riscos das articulações eleitorais.

As eleições de 2026 no Espírito Santo deixaram um saldo expressivo de derrotas entre políticos e gestores que decidiram deixar cargos públicos para disputar uma vaga nas urnas. Dos 18 candidatos que se afastaram de suas funções, apenas quatro conseguiram se eleger no primeiro turno, enquanto um permanece na disputa pelo governo estadual.

O levantamento, divulgado pela Folha Vitória, mostra que a estratégia de transformar a visibilidade administrativa em capital eleitoral não produziu os resultados esperados para a maioria dos concorrentes.

Entre os eleitos estão o ex-governador Renato Casagrande (PSB), além de Manu, Peter Costa e Victor Coelho.

Somente na estrutura do governo estadual, 11 secretários deixaram suas funções para concorrer. Entretanto, a maioria não conseguiu converter a experiência na administração pública em votos suficientes para conquistar uma cadeira no Legislativo.

Entre os nomes que não alcançaram a eleição estão o ex-secretário de Saúde Tyago Hoffmann (PSB), que recebeu 68.915 votos, e o ex-secretário de Meio Ambiente Felipe Rigoni (PSB), com 35.705 votos. Também ficaram de fora o ex-diretor-presidente do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, e o ex-secretário de Educação Vitor de Angelo.

Outros integrantes do governo, como Guerino Balestrassi, Bruno Lamas e Rafael Pacheco, também não obtiveram êxito nas urnas.

Resultado expõe limites da força política

O desempenho dos ex-gestores evidencia que ocupar uma posição de destaque na administração pública não representa, necessariamente, vantagem eleitoral suficiente para conquistar um mandato.

Além da popularidade individual, o resultado de uma eleição proporcional depende de fatores como a força do partido ou federação, a distribuição dos votos e a capacidade de mobilização dos candidatos.

O cenário também abre espaço para uma avaliação sobre a formação das chapas e a estratégia adotada pelas legendas capixabas.

Com o encerramento do primeiro turno, partidos e lideranças políticas deverão analisar os resultados para reorganizar suas forças e definir os próximos movimentos no cenário estadual.

Fonte de apuração: Folha Vitória — 08/10/2026

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