Governador reúne apoio declarado de 65 dos 78 prefeitos capixabas; Pazolini conta com dois gestores municipais

A corrida pelo Governo do Espírito Santo em 2026 mostra uma ampla vantagem de Ricardo Ferraço (MDB) quando o cenário é analisado a partir do posicionamento dos prefeitos capixabas. Dos 78 municípios do Estado, 65 gestores declararam apoio à candidatura do emedebista à reeleição.
O número representa mais de 80% das prefeituras capixabas e demonstra a força política da atual gestão junto às lideranças municipais. A base de Ferraço também ultrapassa as divisões partidárias e inclui prefeitos filiados a legendas que estão em outro campo político na eleição estadual.
Pazolini tem dois apoios declarados
Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória e adversário de Ferraço na disputa pelo Palácio Anchieta, conta até o momento com o apoio declarado de dois prefeitos.
Estão ao lado do republicano a prefeita de Vitória, Cris Samorini (PP), que foi vice de Pazolini, e o prefeito de Castelo, João Paulo Nali (Republicanos).
A disputa pelo Governo do Estado também tem Helder Salomão (PT), Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP). Entre os gestores municipais que já manifestaram posição, nenhum declarou apoio aos três candidatos.
Apoios não seguem necessariamente os partidos
Um dos aspectos que chama atenção na composição das forças municipais é a presença de prefeitos de diferentes legendas na base de Ricardo Ferraço.
Até mesmo gestores filiados a partidos que apoiam a candidatura de Lorenzo Pazolini, como PL e Republicanos, declararam preferência pela reeleição do atual governador.
O movimento mostra que as articulações municipais podem seguir uma lógica diferente das alianças partidárias estaduais, especialmente quando entram em cena relações administrativas, investimentos e parcerias entre prefeituras e Governo do Estado.
Alguns prefeitos ainda não definiram posição
O prefeito de São Gabriel da Palha, Tiago Rocha (PL), está entre os gestores que ainda não haviam definido quem apoiar na disputa estadual. Dalton Perim, de Venda Nova do Imigrante e atualmente sem partido, também não havia anunciado uma escolha.
Em Colatina, o prefeito Renzo Vasconcelos (PSD) optou pela neutralidade na corrida pelo Governo do Estado.
Outros oito prefeitos não haviam se manifestado sobre a preferência eleitoral: Edu do Restaurante (PL), de Domingos Martins; Luis Pancoti (PSD), de Ibatiba; Reginaldo Simão (PSB), de Ibitirama; Vander Patrício (PSB), de Itarana; Marcos Guerra (União), de Jaguaré; Guima (PP), de Pancas; João Trancoso (PSB), de Vila Pavão; e Davi Ramos (PP), de Vila Valério.
Mesmo nos casos de gestores filiados a partidos que integram a aliança de Ricardo Ferraço, a ausência de uma manifestação pública impede que o apoio seja atribuído automaticamente ao governador.
Relação com municípios fortalece Ferraço
A concentração de apoios em torno de Ricardo Ferraço também pode ser compreendida pela relação construída entre o Governo do Estado e as administrações municipais.
Investimentos estaduais, obras, convênios e programas executados em parceria com as prefeituras ajudam a aproximar os gestores municipais do Palácio Anchieta e têm peso importante na formação das alianças políticas.
Ferraço disputa a reeleição após assumir o Governo do Espírito Santo com a saída de Renato Casagrande (PSB), que deixou o cargo em abril para concorrer ao Senado.
A candidatura do emedebista representa ainda a continuidade do grupo político liderado por Casagrande, que ao longo dos últimos anos construiu uma ampla base de relacionamento com prefeitos de diferentes partidos e regiões do Estado.
Com 65 prefeitos declaradamente ao seu lado, Ricardo Ferraço inicia a disputa eleitoral sustentado por uma extensa rede de aliados municipais, enquanto seus adversários buscam ampliar espaço e apoio político pelo interior capixaba.
Com informações de A Gazeta.



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