Em agendas realizadas no mesmo dia, grupos adversários apostaram em obras, apoios locais e contato com eleitores para ampliar espaço em uma das principais cidades da região

Linhares ganhou protagonismo na corrida eleitoral pelo Governo do Espírito Santo nesta sexta-feira (4). Em lados opostos da disputa, Ricardo Ferraço (MDB) e Lorenzo Pazolini (Republicanos) cumpriram agendas no município e deram uma amostra das estratégias utilizadas para conquistar o eleitorado do Norte capixaba.
Enquanto o grupo de Ferraço destacou investimentos realizados pelo Governo do Estado e apresentou o apoio de lideranças que atualmente comandam o município, Pazolini priorizou o contato direto com a população e buscou associar sua candidatura aos resultados de sua administração em Vitória.
Além da disputa pelo Palácio Anchieta, as agendas colocaram frente a frente grupos que também têm interesses na eleição para o Senado.
Ferraço e Casagrande destacam investimentos
Ricardo Ferraço esteve em Linhares acompanhado do ex-governador e candidato ao Senado Renato Casagrande (PSB) e do prefeito Lucas Scaramussa.
Uma das agendas aconteceu na Associação de Desenvolvimento de Linhares (Adel), em encontro com representantes do setor empresarial. O grupo também percorreu o comércio da região central.
O discurso teve como um dos principais pontos os investimentos realizados pelo Estado no município e na região. Durante a passagem por Linhares, Casagrande destacou um volume próximo de R$ 1 bilhão em investimentos.
A estratégia reforça um dos principais ativos eleitorais do grupo: apresentar obras e recursos destinados aos municípios durante os últimos anos como argumento para a continuidade do atual projeto político estadual.
O apoio de Lucas Scaramussa acrescenta ainda um componente local à campanha, já que o prefeito ocupa atualmente o principal cargo político do município.
Pazolini – O Outro lado:
Do outro lado da disputa, Lorenzo Pazolini escolheu uma programação para marcar presença nas ruas.
O candidato passou pela feira livre do bairro BNH e participou de atividades no bairro Aviso, buscando aproximação direta com moradores.
Pazolini também se reuniu com representantes do setor produtivo na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Linhares.
Na passagem pelo município, o republicano procurou apresentar experiências de sua administração em Vitória, especialmente nas áreas de segurança pública, saúde e políticas de proteção às mulheres, defendendo a ampliação dessas iniciativas para o Estado.
Apoios locais entram na disputa
A batalha eleitoral em Linhares não depende apenas dos candidatos ao Governo. Lideranças com forte presença política no município estão posicionadas em lados diferentes.
Ferraço e Casagrande contam com o apoio do atual prefeito Lucas Scaramussa.
Pazolini, por sua vez, tem ao seu lado o ex-prefeito Guerino Zanon (PSD), nome de longa trajetória política em Linhares e que mantém influência no cenário eleitoral do município.
A presença dos dois evidencia estratégias distintas. Enquanto o grupo governista busca combinar a força da administração estadual com o apoio da atual gestão municipal, a oposição aposta também na capacidade de mobilização de uma liderança que já comandou Linhares por vários mandatos.
Disputa pelo Senado também passa por Linhares
A movimentação desta sexta-feira também refletiu a corrida pelo Senado.
Enquanto Renato Casagrande participou da agenda ao lado de Ferraço e Scaramussa, Evair de Melo esteve junto a Pazolini e Guerino Zanon.
Com isso, Linhares recebeu no mesmo dia dois grupos que disputam não apenas o Governo do Estado, mas também espaço na eleição para o Senado.
A movimentação mostra a importância que o município deve assumir nesta reta de campanha. Além de seu peso eleitoral, Linhares funciona como um importante polo econômico e político do Norte capixaba, tornando a região estratégica para candidatos que buscam ampliar votação fora da Grande Vitória.
As agendas paralelas também deixam mais clara uma das disputas que devem marcar as próximas semanas: de um lado, a campanha que apresenta investimentos e continuidade administrativa; do outro, uma candidatura que tenta transformar a experiência da gestão municipal da Capital e o apoio de lideranças regionais em uma alternativa para o comando do Estado.



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